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Grupo mantém viva a tradição de escrever cartas

Clube da Carta reúne integrantes até no exterior

No mundo da web 2.0 em que a comunicação das pessoas acontece em um clicar de mouse, apertar de tecla touch screen ou atender de telefone, escrever cartas parece ter se tornado algo arcaico, quase uma excentricidade do século passado, assim como ouvir um disco ou assistir a uma TV sem controle remoto. 

Porém, um grupo formado majoritariamente por mulheres resolveu resgatar esse costume que durante muito tempo fez parte de nossa cultura, e criar um clube que tem como passatempo se comunicar por cartas.

Com apenas cinco meses de vida, o Clube da Carta conseguiu reunir 264 integrantes do Brasil e até de alguns países como Portugal, Alemanha e Estados Unidos. Ao contrário do que a maioria pode estar pensando, o perfil dos integrantes do clube é variado, os remetentes são desde adolescentes até senhoras com idade avançada.

Sua criadora, Fabiana Abud, deixa muito claro que não há temas fixos a serem discutidos e nem números definidos de pessoas com quem se deva comunicar: “o integrante não precisa encarar isso como mais uma obrigação do dia a dia, mas sim como um passatempo, uma atividade agradável. Porém, tem que saber que não basta apenas escrever a carta, tem que responder também. Então, para quanto mais pessoas ele escrever, mais cartas ele receberá e terá que responder”.

Apesar de se comunicarem por cartas com frequência, os integrantes do Clube da Carta também trocam experiências, opiniões e surpresas com os conteúdos das correspondências, pelos meios virtuais como o site fabilândia (www.fabilandia.com.br), o facebook, o twitter e outras redes sociais.

A ideia deu tão certo que começa a engatinhar o Clubinho da Carta em que os filhos das integrantes, com média de idade de 10 anos, seguindo os passos das mães, começam também a se comunicar por cartas e exprimirem, por meio da escrita à mão, acontecimentos de suas poucas vivências aos seus colegas de clube. «

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