Os 12 estádios serão passados à iniciativa privada após a Copa
O Ministério do Esporte divulgou na última quarta-feira, 23 de maio, um balanço sobre as obras relacionadas à Copa do Mundo de 2014 e, das 101 obras previstas, apenas cinco foram concluídas, 41 não saíram do papel e 15 ainda não têm projeto pronto. Dos 12 estádios previstos, apenas o de Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza estão com mais da metade das obras prontas.
São justamente os estádios os responsáveis por um dado preocupante. Todas as 12 arenas que serão utilizadas no Mundial do Brasil, serão controladas pela iniciativa privada depois que o torneio acabar, apesar de o dinheiro público pagar cerca de 97% de todas as obras em estádios.
Dos 12 estádios, três já são privatizados: Itaquerão (São Paulo), Beira-Rio (Porto Alegre) e Arena da Baixada (Curitiba). Os nove estádios públicos usados na Copa serão entregues a empresas depois de terminada a Copa, sendo que, a transferência de cinco já foi concretizada por meio das Parcerias público-privada (PPPs): Fonte Nova (Salvador), Mineirão (Belo Horizonte), Castelão (Fortaleza), Arena das Dunas (Natal) e Arena Pernambuco (Recife), está última construída por meio de PPP. As empresas terão a concessão dos estádios por 33 anos, depois disso, o controle poderá voltar ao Poder Público.
Além desses cinco estádios, já foi iniciado o processo de concessão do Maracanã (Rio de Janeiro), com proposta da empresa IMX, do bilionário Eike Batista, e o Estádio Mané Garrincha (Brasília) ainda passará por um processo de concessão antes do início da Copa.
Os únicos dois estádios cujos planos para o futuro ainda não foi anunciado são a Arena Amazônia (Manaus) e a Arena Pantanal (Cuiabá). As duas arenas são públicas e suas reformas estão sendo totalmente bancadas com dinheiro do governo. «
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